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As colunas representam o formato de referência para uma audição hi-fi de qualidade em casa. A sua conceção vertical integra vários altifalantes dedicados num gabinete esguio, oferecendo uma reprodução sonora equilibrada em toda a banda passante. Graças ao seu importante volume interno, proporcionam graves profundos sem necessitar de um subwoofer adicional, mantendo ao mesmo tempo uma reduzida ocupação no chão. Saiba mais

O que é uma coluna?

A coluna distingue-se pelo seu formato vertical esguio, que lhe permite alojar vários transdutores num único gabinete. Esta configuração combina geralmente woofers para as baixas frequências, um ou vários altifalantes de médios para a reprodução de vozes e instrumentos, e um tweeter dedicado aos agudos. Fala-se de coluna de 2 vias quando os médios e graves são geridos pelos mesmos altifalantes, ou de 3 vias quando cada gama dispõe dos seus próprios transdutores.

O considerável volume interno do gabinete constitui uma grande vantagem para a reprodução das baixas frequências. Quanto maior for este volume, mais a coluna pode produzir graves profundos e definidos, sem saturação mesmo a volumes elevados. É por isso que as colunas podem frequentemente dispensar um subwoofer, ao contrário das colunas compactas ou de estante.

As vantagens acústicas

A altura de uma coluna permite uma colocação ideal dos altifalantes, com o tweeter naturalmente posicionado à altura dos ouvidos quando a coluna é instalada no chão. Esta disposição garante uma dispersão homogénea do som na divisão e favorece a criação de uma cena sonora ampla e precisa. A audição ganha em espacialidade e profundidade, com uma melhor perceção dos detalhes e da posição dos instrumentos.

A resposta alargada nos graves constitui a outra grande vantagem. As colunas descem geralmente muito mais em frequência do que as suas equivalentes compactas, reproduzindo as notas mais profundas com autoridade. Alguns modelos atingem até frequências infragraves, que o ouvido não perceciona diretamente, mas que o corpo sente sob a forma de vibrações físicas nas passagens mais intensas.

Utilização e configuração

As colunas adaptam-se tanto a uma instalação estéreo hi-fi como a um sistema de home cinema multicanal. Em estéreo, são utilizadas aos pares, de ambos os lados da fonte (sistema hi-fi, gira-discos, leitor de rede). Para home cinema, servem geralmente como colunas frontais esquerda e direita, complementadas por uma coluna central, colunas surround e eventualmente um subwoofer para o canal dedicado aos efeitos (LFE).

Tratam-se de colunas passivas que necessitam de um amplificador externo para funcionar. A escolha do amplificador deve ter em conta as características das colunas: a sua impedância (geralmente 4, 6 ou 8 ohms), a sua sensibilidade expressa em dB e a sua potência admissível. Um amplificador subdimensionado terá dificuldade em alimentar colunas exigentes, enquanto um modelo demasiado potente pode danificar colunas frágeis.

Que tamanho de divisão?

As colunas são particularmente adequadas para divisões de média a grande dimensão, tipicamente a partir de 20m². Num espaço demasiado pequeno, o seu potencial nos graves pode tornar-se excessivo e saturar a divisão. Pelo contrário, num grande volume, conseguem sonorizar o espaço sem esforço, onde colunas compactas atingiriam os seus limites.

Para divisões com menos de 20m², as colunas de estante constituem geralmente uma escolha mais adequada, oferecendo um melhor equilíbrio acústico a um volume razoável. Os modelos de colunas mais imponentes podem, por sua vez, sonorizar espaços até 70 ou 80m², consoante a sua conceção e amplificação.

Colocação e acústica

O posicionamento das colunas influencia diretamente a qualidade de audição. A regra básica consiste em formar um triângulo equilátero entre as duas colunas e o ponto de escuta, com os tweeters orientados para o ouvinte. As colunas devem ser colocadas à mesma altura, idealmente afastadas das paredes entre 20 e 50 cm para evitar ressonâncias indesejáveis nos graves.

Os modelos com porta bass-reflex traseira necessitam de maior afastamento da parede do que os equipados com portas frontais ou situadas sob a coluna. Um posicionamento demasiado próximo de um canto da divisão reforça artificialmente os graves por efeito de ressonância, o que pode ser adequado para algumas colunas compactas, mas pode desequilibrar uma coluna já generosa nos graves.

A acústica da divisão também desempenha um papel importante. As superfícies refletoras (janelas grandes, azulejos, paredes nuas) criam reverberações que alteram a reprodução sonora. A adição de cortinas, tapetes ou painéis acústicos permite otimizar o resultado e reduzir os ecos indesejados.

Configuração e tecnologias

As colunas de entrada de gama adotam geralmente uma configuração de 2 vias com dois ou três woofers idênticos que gerem simultaneamente graves e médios, associados a um tweeter para os agudos. Subindo de gama, multiplicam-se os modelos de 3 vias, com um altifalante dedicado aos médios que melhora a clareza das vozes e a precisão da cena sonora.

O tipo de gabinete também influencia o caráter sonoro. Os modelos fechados oferecem graves precisos e rápidos, mas geralmente não descem tanto em frequência. Os designs bass-reflex, equipados com uma porta, permitem alargar a resposta nos graves e obter mais impacto nas baixas frequências, à custa de uma ligeira perda de controlo a volumes muito elevados.

A banda passante teórica pode estender-se de 30-40 Hz nos graves até 25-30 kHz nos agudos para os modelos mais eficientes, muito além dos limites da audição humana (20 Hz - 20 kHz). Esta extensão permite reduzir a distorção de fase e melhorar a naturalidade do som percecionado.

Bluetooth e colunas ativas

Embora as colunas tradicionais sejam modelos passivos que necessitam de um amplificador externo, existem atualmente versões Bluetooth ou amplificadas. Estas «torres de som» integram a sua própria amplificação e, por vezes, funções adicionais (leitor de CD, entrada para microfone, iluminação LED). Oferecem uma solução autónoma e prática, mas afastam-se da filosofia hi-fi clássica e destinam-se mais a uma utilização versátil do que a uma audição audiófila exigente.

As verdadeiras colunas ativas de gama alta, equipadas com amplificação dedicada a cada altifalante e filtragem eletrónica digital, constituem uma categoria à parte. Otimizam a ligação entre amplificador e transdutores, mas continuam a ser menos comuns e frequentemente mais dispendiosas.

Pontos a verificar antes da compra

Além das características técnicas, a audição comparativa continua a ser indispensável. Cada coluna possui a sua assinatura sonora: algumas privilegiam o impacto e a dinâmica, outras a delicadeza e a neutralidade. As preferências variam consoante os estilos musicais ouvidos e a sensibilidade de cada pessoa.

A compatibilidade com o amplificador é crucial: verifique a impedância mínima suportada pelo amplificador, a sua potência disponível e a eficiência das colunas (expressa em dB). Uma coluna com 90 dB de sensibilidade será mais fácil de alimentar do que um modelo de 86 dB que necessita de um amplificador mais potente para atingir o mesmo nível sonoro.

A estética e os acabamentos também contam, uma vez que um par de colunas ocupa visualmente o espaço e torna-se um elemento da decoração. Os acabamentos disponíveis vão do vinil preto básico aos folheados de madeiras preciosas (nogueira, carvalho, ébano) ou lacados brilhantes para os modelos de gama alta.

Por fim, a garantia e a rede de distribuição devem ser tidas em conta, especialmente para marcas menos conhecidas ou compras à distância. As grandes lojas especializadas propõem geralmente salas de audição onde é possível testar os modelos em condições ideais antes da compra.

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